Moderna e Merck anunciam sucesso de vacina contra o melanoma em estudo de Fase 3
Uma vacina1 experimental e personalizada à base de mRNA, combinada com a imunoterapia Keytruda, conseguiu impedir a recidiva2 ou a disseminação do câncer3 em um estudo com pacientes de melanoma4 de alto risco, informaram a Moderna e sua parceira Merck, abrindo caminho para um tratamento potencialmente novo e capaz de prolongar a vida de milhares de pessoas diagnosticadas anualmente com esse câncer3 de pele5 letal.
O estudo está em andamento, mas resultados preliminares indicaram que o tratamento, chamado intismeran, atingiu tanto o objetivo principal de reduzir a recorrência6 do câncer3 quanto a meta secundária de impedir que a doença se espalhasse para outras partes do corpo. O estudo de Fase 3 continuará a avaliar outros desfechos, incluindo o benefício de sobrevida7 global do regime.
A Moderna informou que a empresa e sua parceira, a Merck, pretendem solicitar a aprovação das autoridades reguladoras nos próximos meses, embora não tenham fornecido um cronograma mais específico.
Em junho de 2026, foram publicados no Journal of Clinical Oncology os resultados de um estudo de fase 2b do tratamento, mostrando que ele reduziu o risco de recorrência6 ou morte em 49% após cinco anos.
No novo comunicado publicado, as empresas Merck, conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e do Canadá, e Moderna anunciaram resultados positivos preliminares do estudo de Fase 3 INTerpath-001, que avalia o tratamento adjuvante com intismeran autogene (intismeran; V940 ou mRNA-4157), uma nova terapia individualizada com neoantígenos (INT) experimental baseada em mRNA em combinação com o Keytruda (pembrolizumabe), uma terapia anti-PD-1, em pacientes com melanoma4 totalmente ressecado nos estágios IIB a IV.
O estudo atingiu seu desfecho primário de sobrevida7 livre de recorrência6 (SLR) e um importante desfecho secundário de sobrevida7 livre de metástase8 à distância (SLMD). Isso representa o primeiro resultado positivo de Fase 3 para uma terapia individualizada com neoantígenos (INT) e para uma terapia contra o câncer3 baseada em mRNA, bem como o primeiro estudo de Fase 3 a demonstrar uma melhora clinicamente significativa em relação ao uso isolado do Keytruda, uma imunoterapia padrão de tratamento, no cenário adjuvante para pacientes9 com melanoma4 ressecado.
Em uma análise interina pré-especificada, o intismeran em combinação com o Keytruda, como terapia adjuvante, demonstrou melhorias estatisticamente significativas e clinicamente relevantes na SLR e na SLMD em comparação com o Keytruda isolado, em pacientes com melanoma4 cutâneo10 totalmente ressecado nos estágios IIB, IIC, III ou IV que não haviam sido submetidos a tratamento prévio com terapia sistêmica. De acordo com o protocolo do estudo, a pesquisa prosseguirá para avaliar outros desfechos secundários importantes, incluindo a sobrevida7 global (SG).
Os perfis de segurança do intismeran e do Keytruda neste estudo foram consistentes com os observados em estudos anteriores da combinação, sem a detecção de novos sinais11 de segurança.
Esses dados serão apresentados em um próximo congresso médico internacional e compartilhados com as autoridades regulatórias.
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“Os resultados de hoje representam um marco para o tratamento adjuvante do melanoma4. Este é o primeiro estudo de Fase 3 a demonstrar que o intismeran, um tratamento desenvolvido com base na ‘impressão digital’ mutacional única do próprio tumor12 do paciente, quando administrado em combinação com o pembrolizumabe, pode reduzir o risco de recorrência6 ou morte em pacientes com melanoma4 totalmente ressecado em estágios IIB a IV, em comparação com o uso isolado de Keytruda”, afirmou a Professora Georgina Long, pesquisadora principal do estudo, diretora médica do Melanoma4 Institute Australia e titular da cátedra de Oncologia Médica e Pesquisa Translacional em Melanoma4 na Universidade de Sydney. “O intismeran em combinação com o pembrolizumabe tem o potencial de estabelecer um novo paradigma de tratamento no cenário adjuvante do melanoma4, ajudando os pacientes a permanecerem livres do câncer3 por mais tempo.”
“Ao intervir mais cedo no curso da doença, quando muitos tipos de câncer3 são considerados mais tratáveis, o objetivo da terapia adjuvante administrada após a cirurgia é aumentar a possibilidade de cura para mais pacientes”, disse o Dr. Dean Y. Li, presidente da Merck Research Laboratories. “Estes primeiros resultados de Fase 3 para o intismeran em combinação com Keytruda como terapia adjuvante reforçam a promessa de uma abordagem mais personalizada para o tratamento do câncer3. Acreditamos que as terapias individualizadas com neoantígenos têm o potencial de redefinir a forma como pacientes com melanoma4 totalmente ressecado em estágios IIB a IV são tratados. Juntamente com a Moderna, aguardamos com expectativa a apresentação dos dados do estudo INTerpath-001 em um congresso médico internacional e o compartilhamento dessas informações com as autoridades regulatórias.”
“Estes resultados de Fase 3 representam um momento decisivo para a área de pesquisa em câncer3. Por muitos anos, a ideia de criar um tratamento de mRNA desenvolvido especificamente para o câncer3 de um paciente individual era apenas uma aspiração. Agora, estamos ajudando a transformar essa visão13 em realidade”, disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna. “Juntamente com a Merck, começamos a demonstrar o potencial transformador dessa tecnologia para atender a necessidades críticas não supridas no cenário adjuvante do melanoma4. Somos profundamente gratos aos pacientes, pesquisadores e equipes do estudo, cujas contribuições tornam esse progresso possível.”
A Merck e a Moderna estão avançando com o robusto programa de desenvolvimento clínico INTerpath, que avalia a segurança e a eficácia do intismeran em combinação com Keytruda e outras terapias anticancerígenas, bem como em monoterapia. Atualmente, o programa INTerpath compreende um total de nove estudos clínicos de Fase 2 e Fase 3 abrangendo diversos tipos de tumor12 e estágios da doença, incluindo melanoma4, câncer3 de pulmão14 de células15 não pequenas (CPCNP), câncer3 de bexiga16 e carcinoma17 de células15 renais. Estudos clínicos adicionais incluem o estudo de Fase 2b KEYNOTE-942/mRNA-4157-P201 em melanoma4 adjuvante e um estudo de Fase 1 que investiga o adenocarcinoma18 ductal pancreático adjuvante, o carcinoma17 gástrico perioperatório e o CPCNP perioperatório.
Os resultados de Fase 3 divulgados essa semana complementam os dados de Fase 2b relatados anteriormente para o intismeran em combinação com o Keytruda, provenientes do estudo KEYNOTE-942/mRNA-4157-P201, incluindo os dados de acompanhamento de cinco anos apresentados na Reunião Anual da ASCO de 2026, nos quais a combinação demonstrou uma redução de 49% no risco de recorrência6 ou morte (HR = 0,51; [IC de 95%: 0,294-0,887]) e uma redução de 59% no risco de metástase8 à distância ou morte (HR = 0,411; [IC de 95%: 0,200-0,843]) em comparação com o Keytruda isolado.
Sobre o INTerpath-001
O INTerpath-001 é um estudo global de Fase 3, randomizado19, duplo-cego e controlado por placebo20 e comparador ativo, que avalia a segurança e a eficácia do intismeran em combinação com o Keytruda em comparação com o Keytruda isolado em pacientes com melanoma4 cutâneo10 ressecado de alto risco (estágios IIB-IV). O estudo incluiu 1.137 pacientes que, após ressecção cirúrgica completa, foram randomizados na proporção de 2:1 para receber intismeran (1 mg a cada três semanas, por até nove doses) e Keytruda (400 mg a cada seis semanas, por até nove ciclos [aproximadamente um ano]) versus Keytruda isolado por aproximadamente um ano, até a recorrência6 da doença ou toxicidade21 inaceitável, ou por uma duração total de tratamento de até aproximadamente 56 semanas, o que ocorresse primeiro.
O desfecho primário é a sobrevida7 livre de recorrência6 (SLR), definida como o tempo desde a randomização até qualquer recorrência6 da doença (local, locorregional, regional ou à distância), conforme avaliado pelo investigador, ou morte por qualquer causa. Os principais desfechos secundários incluem sobrevida7 livre de metástase8 à distância (SLMD), sobrevida7 global (SG), segurança, tolerabilidade e qualidade de vida.
Sobre o intismeran autogene
O intismeran autogene (intismeran; V940 ou mRNA-4157) é uma nova terapia experimental individualizada com neoantígenos baseada em RNA mensageiro (mRNA), potencialmente a primeira de sua classe, desenvolvida em conjunto pela Merck e pela Moderna. O intismeran é projetado e produzido a partir de uma amostra do tumor12 do paciente para identificar a assinatura mutacional única, ou “impressão digital”, do câncer3 e gerar uma resposta imune antitumoral. Cada terapia consiste em um mRNA sintético que codifica até 34 neoantígenos e é adaptada à biologia específica do tumor12 de cada paciente.
Após a administração, as sequências de neoantígenos codificadas pelo RNA são traduzidas no organismo e apresentadas ao sistema imunológico22, uma etapa fundamental para gerar respostas específicas de células15 T contra as células15 cancerígenas. As terapias personalizadas com neoantígenos são projetadas para treinar e ativar uma resposta imune antitumoral com base na assinatura mutacional única do tumor12 do paciente.
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Fonte: Merck, comunicado publicado em 19 de agosto de 2026.










