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Medicamentos GLP-1 fazem estreia promissora em TAVI e implante de stent nas carótidas

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A proteção cardiovascular com agonistas do receptor GLP-1 pode beneficiar pacientes submetidos a certos procedimentos transcateter, de acordo com dois estudos observacionais apresentados na reunião anual da Society for Cardiovascular Angiography and Interventions (SCAI) em Montreal e publicados no JSCAI.

Quando usado como adjuvante no implante1 transcateter de válvula aórtica (TAVI), a tirzepatida (Mounjaro, Zepbound) reduziu os eventos de insuficiência cardíaca2 no primeiro ano após o procedimento, relataram Ibrahim Mortada, MD, da University of Texas Medical Branch em Galveston, EUA, e seus colegas.

Em outro estudo, eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) em um ano também foram significativamente reduzidos entre usuários de medicamentos GLP-1 submetidos a angioplastia3 de carótidas4 com stent, relataram Abdullah Ghuman, MD, e Maumita Das, MD, ambos do TidalHealth Peninsula Regional em Salisbury, Maryland, EUA.

Os agonistas do receptor GLP-1 são uma classe de medicamentos recentemente estabelecida para a redução do risco cardiovascular, além do controle glicêmico e da perda de peso. Essas novas descobertas, portanto, potencialmente estendem os benefícios cardiovasculares desses medicamentos a populações com alto risco de cardiopatias estruturais e revascularização carotídea.

Tirzepatida e TAVI

No estudo de TAVI, a tirzepatida apresentou benefícios que pareceram específicos para as vias relacionadas à insuficiência cardíaca2 e à função renal5, sem um efeito amplo sobre eventos ateroscleróticos.

A tirzepatida foi associada à redução de eventos de insuficiência cardíaca2 quando iniciada no primeiro ano após o TAVI. Pacientes que receberam o medicamento duplo GIP/GLP-1 apresentaram menos eventos em comparação com os não usuários (44,9% vs. 55,3%, HR 0,68, IC 95% 0,56-0,83). Além disso, também houve um sinal6 de redução da lesão7 renal5 aguda nesses pacientes (9,7% vs. 17,1%, HR 0,63, IC 95% 0,43-0,93), relataram Mortada e colegas.

Enquanto isso, não houve melhora em relação ao infarto8 agudo9 do miocárdio10 (IAM; 5,7% vs. 8,1%, HR 0,81, IC 95% 0,48-1,37) nem ao acidente vascular cerebral11 isquêmico12 (6,7% vs. 10,5%, HR 0,73, IC 95% 0,45-1,17).

“É importante ressaltar que a persistência de insuficiência cardíaca2 e eventos cardiorrenais após o TAVI provavelmente reflete uma disfunção metabólica subjacente, e não apenas o tamanho corporal, destacando a necessidade de terapias adjuvantes direcionadas às vias cardiometabólicas, em vez de apenas à classificação por peso”, escreveram os autores.

“Em conjunto, esses achados corroboram a hipótese de que a otimização metabólica pode representar uma importante estratégia adjuvante no cuidado de pacientes obesos submetidos ao TAVI”, concluíram. “À medida que o TAVI se expande para populações mais jovens e de menor risco, com alta prevalência13 de doenças metabólicas, o papel das terapias cardiometabólicas adjuvantes justifica uma investigação mais aprofundada.”

Leia sobre "Doenças cardiovasculares14" e "Tratamento da obesidade15: agonistas GLP-1 e novas tecnologias".

Medicamentos GLP-1 após angioplastia3 de carótidas4 com stent

Os agonistas do receptor GLP-1 também se mostraram promissores como terapia adjuvante em pacientes submetidos à revascularização carotídea.

As taxas de ECAM em 1 ano – incluindo IAM, AVC isquêmico12 e mortalidade16 por todas as causas – foram significativamente menores em pacientes submetidos à angioplastia3 de carótidas4 com stent (ACS) que receberam medicação GLP-1 antes ou depois do procedimento (39,7% vs. 44,6% para pacientes17 não expostos, risco relativo [RR] 0,89, IC 95% 0,80-0,99), relataram Ghuman e Das.

“Até onde sabemos, os dados que avaliam a terapia com agonistas do receptor GLP-1 especificamente em populações submetidas à ACS são limitados, e esta análise fornece evidências observacionais iniciais nessa população de alto risco”, escreveram os autores. “Esses achados geram hipóteses e justificam uma avaliação prospectiva em populações submetidas à revascularização carotídea.”

Os autores destacaram as taxas periprocedimento persistentemente elevadas de AVC ou morte associadas à ACS em comparação com a endarterectomia carotídea em pacientes sintomáticos.

“Considerando a alta prevalência13 de aterosclerose18 polivascular em pacientes submetidos à ACS e o risco único de AVC periprocedimento relacionado a fenômenos embólicos durante a manipulação da placa19, os agonistas do receptor de GLP-1 podem representar um adjuvante biologicamente plausível para a redução de eventos cardiovasculares pós-procedimento”, observaram. “Os efeitos demonstrados dos agonistas do receptor de GLP-1 na estabilização da placa19, inflamação20 e função endotelial podem ser particularmente relevantes nessa população.”

Vale ressaltar que o benefício com os medicamentos GLP-1 após a ACS foi impulsionado por uma redução particularmente grande na mortalidade16 por todas as causas (3,9% vs. 8,9%, RR 0,44, IC 95% 0,30-0,64), enquanto a diferença no IAM (8,6% vs. 9,2%, RR 0,93, IC 95% 0,69-1,25) e no AVC isquêmico12 (32,4% vs. 35,3%, RR 0,92, IC 95% 0,81-1,05) não atingiu significância estatística individualmente.

“Nosso estudo pode não ter tido poder estatístico suficiente para detectar diferenças em componentes isquêmicos individuais, particularmente considerando os modestos tamanhos de efeito observados (RR 0,92-0,93)”, escreveram Ghuman e Das. “Além disso, o período de acompanhamento de 1 ano pode ser insuficiente para observar os efeitos antiateroscleróticos completos da terapia com agonistas do receptor de GLP-1.”

Também é possível que os mecanismos de benefício não estejam relacionados à proteção aterotrombótica, afinal.

Confira a seguir os resumos dos artigos publicados.

Associação do uso de tirzepatida com desfechos clínicos após TAVI em pacientes obesos: um estudo de mundo real pareado por escore de propensão

Pacientes obesos submetidos a implante1 transcateter de válvula aórtica (TAVI) permanecem com risco elevado de insuficiência cardíaca2 (IC) recorrente e eventos cardiorrenais. A tirzepatida produz perda de peso substancial e melhora metabólica, mas seu impacto em populações pós-TAVI é desconhecido.

Realizou-se um estudo retrospectivo21 utilizando a Rede Colaborativa Global TriNetX. Adultos obesos submetidos a TAVI entre 1º de janeiro de 2020 e 1º de janeiro de 2025 foram incluídos. Pacientes que iniciaram o uso de tirzepatida após o TAVI foram comparados com pacientes que não receberam tirzepatida. O desfecho primário incluiu eventos de IC, enquanto os desfechos secundários foram lesão7 renal5 aguda (LRA), infarto8 agudo9 do miocárdio10 (IAM) e acidente vascular cerebral11 isquêmico12 (AVCI). Quedas foram pré-especificadas como um desfecho de falsificação. As associações foram avaliadas usando razões de risco (HRs) com ICs de 95%.

O pareamento por escore de propensão (1:1) equilibrou as características demográficas, comorbidades22, medicamentos e características laboratoriais, resultando em 421 pacientes em cada coorte23. Ao longo de 1 ano de acompanhamento, o uso de tirzepatida foi associado a um risco significativamente menor de IC (HR, 0,68; IC 95%, 0,56-0,83) e LRA (HR, 0,63; IC 95%, 0,43-0,93). As associações com IAM (HR, 0,81; IC 95%, 0,48-1,37) e AVCI (HR, 0,726; IC 95%, 0,45-1,17) não foram estatisticamente significativas. O desfecho de falsificação também foi semelhante entre os grupos (HR, 0,82; IC 95%, 0,47-1,43).

O estudo concluiu que, entre pacientes obesos submetidos a TAVI, o uso de tirzepatida foi associado a um menor risco de IC e LRA em 1 ano. Nenhuma associação significativa foi observada para IAM ou AVCI. Esses achados sugerem potenciais benefícios cardiorrenais da tirzepatida em populações com cardiopatia estrutural de alto risco e justificam uma avaliação prospectiva.

Veja também sobre "Angioplastia3 - quando deve ser feita", "Stent - o que é" e "Insuficiência cardíaca congestiva24".

Associação da terapia com agonistas do receptor de GLP-1 no período perioperatório com eventos cardiovasculares adversos maiores em 1 ano após angioplastia3 de carótidas4 com stent: uma análise pareada por propensão

Eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) após angioplastia3 de carótidas4 com stent (ACS) permanecem clinicamente significativos. As estratégias farmacológicas para reduzir o risco cardiovascular pós-procedimento, além da terapia antiplaquetária e das estatinas, são limitadas. Os agonistas do receptor de GLP-1 (AR GLP-1) reduzem os ECAM em pacientes com diabetes tipo 225 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida; no entanto, os dados que avaliam a terapia com AR GLP-1 especificamente em populações submetidas a ACS são limitados.

Utilizando a Rede Colaborativa Global TriNetX, foi conduzido um estudo de coorte26 retrospectivo21 com adultos submetidos à ACS entre 2015 e 2023. A exposição perioperatória a AR GLP-1 foi definida como pelo menos uma prescrição documentada dentro de ±12 meses da ACS. O desfecho primário foi o ECAM composto de 1 ano (infarto do miocárdio27, AVC isquêmico12 ou mortalidade16 por todas as causas). O pareamento por escore de propensão (1:1 pelo método do vizinho mais próximo) equilibrou 41 covariáveis basais, resultando em 899 pares pareados.

Antes do pareamento, 906 pacientes receberam terapia perioperatória com AR GLP-1 e 29.476 pacientes não foram expostos a AR GLP-1. Após o pareamento, 899 pares (1.798 pacientes) foram analisados.

A terapia perioperatória com AR GLP-1 foi associada a um menor ECAM composto de 1 ano (357/899 [39,7%] vs 401/899 [44,6%]; risco relativo, 0,89; IC 95%, 0,80-0,99; P = 0,04), representando uma redução absoluta do risco de 4,9% (número necessário para tratar = 20). A associação com ECAM composto pareceu ser em grande parte atribuível à menor mortalidade16 por todas as causas observada (35/899 [3,9%] vs 80/899 [8,9%]; risco relativo, 0,44; IC 95%, 0,30-0,64; P <0,001), enquanto o infarto do miocárdio27 e o AVC isquêmico12 não diferiram significativamente entre os grupos.

O estudo concluiu que a terapia perioperatória com agonistas do receptor de GLP-1 foi associada a menor incidência28 de ECAM em 1 ano após angioplastia3 de carótidas4 com stent. Esses achados geram hipóteses e justificam uma avaliação prospectiva em populações submetidas à revascularização carotídea.

 

Fontes:
JSCAI, publicação em 23 de abril de 2026.
JSCAI, publicação em 24 de abril de 2026.
MedPage Today, notícia publicada em 24 de abril de 2026.

 

NEWS.MED.BR, 2026. Medicamentos GLP-1 fazem estreia promissora em TAVI e implante de stent nas carótidas. Disponível em: <https://news.cxpass.net/p/medical-journal/1506865/medicamentos-glp-1-fazem-estreia-promissora-em-tavi-e-implante-de-stent-nas-carotidas.htm>. Acesso em: 21 ago. 2026.

Complementos

1 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
2 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
3 Angioplastia: Método invasivo mediante o qual se produz a dilatação dos vasos sangüíneos arteriais afetados por um processo aterosclerótico ou trombótico.
4 Carótidas: Artérias originadas a partir da aorta torácica ou a partir de um dos seus ramos principais, encarregadas de conduzir o maior volume sangüíneo para as estruturas do crânio.Estão dispostas de cada lado do pescoço (carótidas externas), que a seguir ramifica-se em várias artérias e unem-se aos troncos arteriais derivados do circuito cerebral posterior, através dos ramos comunicantes posteriores.
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
6 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
7 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
8 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
9 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
10 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
11 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
12 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
13 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
14 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
15 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
16 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
17 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
18 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
19 Placa: 1. Lesão achatada, semelhante à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
20 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
21 Retrospectivo: Relativo a fatos passados, que se volta para o passado.
22 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
23 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
24 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
25 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
26 Estudo de coorte: Um estudo de coorte é realizado para verificar se indivíduos expostos a um determinado fator apresentam, em relação aos indivíduos não expostos, uma maior propensão a desenvolver uma determinada doença. Um estudo de coorte é constituído, em seu início, de um grupo de indivíduos, denominada coorte, em que todos estão livres da doença sob investigação. Os indivíduos dessa coorte são classificados em expostos e não-expostos ao fator de interesse, obtendo-se assim dois grupos (ou duas coortes de comparação). Essas coortes serão observadas por um período de tempo, verificando-se quais indivíduos desenvolvem a doença em questão. Os indivíduos expostos e não-expostos devem ser comparáveis, ou seja, semelhantes quanto aos demais fatores, que não o de interesse, para que as conclusões obtidas sejam confiáveis.
27 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
28 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
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