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Medicamento inédito para TDAH recebe aprovação da FDA

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A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou a centanafadina oral (Simtriyo), um inibidor triplo da recaptação, primeiro de sua classe, para o tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), anunciou a Otsuka.

A cápsula de liberação prolongada, de administração única diária, atua como inibidor da recaptação de noradrenalina1, dopamina2 e serotonina, funcionando como estimulante do sistema nervoso central3. O medicamento é indicado para pacientes4 a partir de 6 anos de idade com peso mínimo de 20 kg.

“Ao inibir a recaptação de noradrenalina1, dopamina2 e serotonina, o Simtriyo aumenta a disponibilidade desses neurotransmissores em vias envolvidas na atenção e na regulação do comportamento”, explicou a fabricante.

A aprovação “introduz um mecanismo de ação inovador e amplia o leque de opções disponíveis para profissionais de saúde5 e pacientes”, afirmou o Dr. Lenard A. Adler, da NYU Langone Health, em Nova York, no comunicado de imprensa da empresa.

Leia sobre "Transtornos do Desenvolvimento" e "Distúrbios de aprendizagem escolar".

A aprovação baseou-se em resultados de quatro estudos de fase III randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo6: dois estudos em adultos e dois em populações pediátricas e de adolescentes.

Em todos os estudos, a centanafadina demonstrou melhorias estatisticamente significativas e clinicamente relevantes nos sintomas7 de TDAH, conforme medido pela ADHD Rating Scale-5 em crianças e adolescentes e pela Adult ADHD Investigator Symptom Rating Scale em adultos. Melhorias nos sintomas7 foram observadas já na primeira semana.

As reações adversas mais comuns foram erupção8 cutânea9 e diminuição do apetite em crianças de 6 a 12 anos; diminuição do apetite, náusea10, erupção8 cutânea9, dor de cabeça11 e dor abdominal em adolescentes de 13 a 17 anos; e dor de cabeça11, diminuição do apetite, insônia, náusea10, boca12 seca e diarreia13 em adultos.

Estima-se que 7 milhões de crianças e 15,5 milhões de adultos nos EUA vivam com TDAH, segundo o CDC.

“O TDAH pode afetar significativamente muitos aspectos da vida cotidiana, incluindo a escola, o trabalho e os relacionamentos”, observou Adler. “Mesmo durante o tratamento, devido à natureza heterogênea do TDAH, muitos pacientes continuam a apresentar sintomas7 que podem interferir no funcionamento diário.”

A bula do medicamento traz alertas em destaque sobre o risco de ideação e comportamentos suicidas em pacientes pediátricos, bem como sobre o potencial de abuso, uso indevido e dependência.

Advertências adicionais incluem riscos para pacientes4 com doença cardíaca grave, aumento da pressão arterial14 e da frequência cardíaca, reações psiquiátricas adversas, reações de hipersensibilidade, supressão do crescimento a longo prazo em crianças, vasculopatia periférica, síndrome serotoninérgica15 e tiques.

A centanafadina não é recomendada para crianças menores de 6 anos devido a uma maior incidência16 de perda de peso. É contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à centanafadina, naqueles que estejam utilizando ou que tenham interrompido há menos de 14 dias o uso de um inibidor da monoaminoxidase, e em pacientes com histórico de feocromocitoma17.

A Otsuka informou que o medicamento estará disponível ainda este ano nos Estados Unidos, após a definição de sua classificação regulatória. A centanafadina também apresentou resultados positivos recentemente em um estudo de fase IIIb com adultos portadores de TDAH e comorbidade18 de ansiedade.

Veja também sobre "TDAH: o que é", "Neurotransmissores - quais são e como agem" e "Concentração mental - o que pode melhorá-la".

 

Fontes:
Otsuka, comunicado publicado em 24 de julho de 2026.
MedPage Today, notícia publicada em 27 de julho de 2026.

 

NEWS.MED.BR, 2026. Medicamento inédito para TDAH recebe aprovação da FDA. Disponível em: <https://news.cxpass.net/p/novos-medicamentos/1513825/medicamento-inedito-para-tdah-recebe-aprovacao-da-fda.htm>. Acesso em: 1 set. 2026.

Complementos

1 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
2 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
3 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
9 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
10 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
11 Cabeça:
12 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
13 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
14 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
15 Síndrome serotoninérgica: Síndrome serotoninérgica ou síndrome da serotonina é caracterizada por uma tríade de alterações do estado mental (ansiedade, agitação, confusão mental, hipomania, alucinações e coma), das funções motoras (englobando tremores, mioclonias, hipertonia, hiperreflexia e incoordenação) e do sistema nervoso autônomo (febre, sudorese, náuseas, vômitos, diarreia e hipertensão). Ela pode ter causas diversas, mas na maioria das vezes ocorre por uma má interação medicamentosa, quando dois ou mais medicamentos que elevam a neurotransmissão serotoninérgica por meio de distintos mecanismos são utilizados concomitantemente ou em overdose.
16 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
17 Feocromocitoma: São tumores originários das células cromafins do eixo simpático-adrenomedular, caracterizados pela autonomia na produção de catecolaminas, mais freqüentemente adrenalina e/ou noradrenalina. A hipertensão arterial é a manifestação clínica mais comum, acometendo mais de 90% dos pacientes, geralmente resistente ao tratamento anti-hipertensivo convencional, mas podendo responder a bloqueadores alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio e nitroprussiato de sódio. A tríade clássica do feocromocitoma, associado à hipertensão arterial, é composta por cefaléia, sudorese intensa e palpitações.
18 Comorbidade: Coexistência de transtornos ou doenças.
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