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Suplemento popular pode interferir no tratamento do câncer

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Para muitos pacientes com câncer1, a queda de cabelo2 pode ser um dos efeitos colaterais3 mais angustiantes do tratamento. Cada vez mais, pacientes têm tomado suplementos orais de biotina, comercializados como potenciais aliados na retomada do crescimento capilar4 e no fortalecimento de unhas5 quebradiças.

No entanto, há poucas evidências científicas de que os suplementos orais de biotina promovam o crescimento de cabelo2 e unhas5 em pessoas com câncer1 ou em recuperação da doença, e eles podem, inclusive, interferir nos resultados de exames laboratoriais, afirma Brittany Dulmage, médica oncodermatologista do Centro Oncológico Abrangente da Universidade Estadual de Ohio – Hospital Oncológico Arthur G. James e Instituto de Pesquisa Richard J. Solove.

A biotina, ou vitamina6 B7, é utilizada pelo organismo para a produção de proteínas7, incluindo a queratina, componente essencial do cabelo2, da pele8 e das unhas5. A deficiência de biotina é rara, pois ela está presente em diversos alimentos, como frutas, verduras, carnes, ovos e laticínios.

“As pessoas têm a ideia errada de que os suplementos de biotina são inofensivos e que não há motivo para não tomá-los. A realidade é que os suplementos podem causar resultados laboratoriais imprecisos, resultando em atraso ou alteração nos planos de tratamento dos pacientes”, explicou ela.

A Dra. Dulmage é Diretora Associada de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ohio e Diretora da Clínica de Oncodermatologia, que trata dos efeitos colaterais3 no cabelo2, pele8 e/ou unhas5 causados por tratamentos oncológicos como quimioterapia9, imunoterapia ou terapia-alvo10.

“Mais da metade dos pacientes que me procuram com problemas relacionados à queda de cabelo2 estão tomando algum suplemento que começaram a usar por conta própria, depois de descobrirem algo online, por meio de recomendações e, às vezes, até mesmo por conselho médico”, disse ela.

Saiba mais sobre "Biotina para cabelos e unhas5", "Suplementos alimentares - devemos usá-los?" e "Queda de cabelos - o que acontece".

Determinada a conscientizar sobre as consequências indesejadas do uso de biotina, a Dra. Dulmage é a autora principal de um artigo publicado no JCO Oncology Practice. Os autores deste relatório recomendam que os oncologistas conversem com os pacientes sobre a queda de cabelo2 e os informem sobre como a ingestão de biotina pode afetar os resultados dos exames.

A biotina, em particular, pode mascarar alterações em cânceres de próstata11, tireoide12, ovário13 e mama14, observou a Dra. Dumage. Alguns exames laboratoriais dependem de uma reação química envolvendo a biotina, portanto, quando os pacientes tomam suplementos de biotina, os resultados dos exames podem ser falsamente elevados ou baixos.

“A biotina não altera os níveis hormonais no corpo, mas interfere na forma como esses níveis podem ser verificados em exames de sangue”, disse ela. “Para alguns hormônios, como o antígeno15 prostático específico (PSA) ou o hormônio16 estimulante da tireoide12 (TSH), ela pode suprimir ou diminuir falsamente esses níveis, potencialmente mascarando a recorrência17 do câncer1 em sobreviventes. Para hormônios reprodutivos, incluindo estrogênio e testosterona, ela pode elevar falsamente os níveis, resultando em atraso no tratamento.”

Para pacientes18 que desejam continuar tomando suplementos de biotina, a Dra. Dumage recomenda que interrompam o uso 72 horas antes da coleta de sangue19 para exames.

“O problema é que nem todos os exames de sangue19 são planejados, então você pode não conseguir interromper o uso de biotina. A biotina também pode afetar os níveis de troponina, que é um marcador de risco de ataque cardíaco”, disse ela. “Obviamente, você não está planejando ter um ataque cardíaco, então não pode interromper o uso de biotina antes de verificar os níveis de troponina. É por isso que recomendo aos pacientes que considerem não tomá-la, especialmente porque pouquíssimas pessoas têm deficiência de biotina.”

Para a queda de cabelo2, a Dra. Dulmage recomenda que os pacientes usem minoxidil em vez de suplementos de biotina, destacando que ele é eficaz e seguro, exceto para gestantes ou lactantes20. O minoxidil, vendido sem receita médica, é aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA para o tratamento da queda de cabelo2 e está disponível em formas tópicas, como loções ou espumas.

“Se você está usando minoxidil há vários meses e não vê nenhuma melhora, ou se deseja conhecer outras opções, consulte um dermatologista. Existem muitos outros tipos de tratamento que podem ser uma alternativa”, concluiu ela.

Confira a seguir o artigo publicado pela Dra. Dulmage e colegas.

Suplementos de biotina para a retomada do crescimento de cabelo2 e unhas5: um alerta para oncologistas

Os suplementos de biotina são frequentemente comercializados ao consumidor por seu potencial de melhorar o crescimento capilar4, as unhas5 quebradiças e as erupções cutâneas21, devido ao seu papel no crescimento e no metabolismo22 das células23. Embora a suplementação24 de biotina possa melhorar síndromes patológicas de cabelo2 e unhas5 em pacientes com deficiências comprovadas em laboratório de vitamina6 B7, existem dados limitados sobre a eficácia da suplementação24 de biotina no tratamento de distúrbios comuns de queda de cabelo2 e unhas5, com apenas um ensaio clínico até o momento.

Embora tenha sido observado um aumento na densidade capilar4 e diferenças subjetivas na queda, força, quebra e brilho dos fios após a suplementação24 de biotina, este estudo é limitado por ter sido realizado em uma única instituição e por ter sido baseado em uma pequena amostra, que dependeu da percepção dos participantes por meio de questionários de autoavaliação.

Dessa forma, apesar do aumento da popularidade da biotina nas redes sociais, poucos estudos comprovam sua eficácia.

Pacientes em tratamento contra o câncer1 podem apresentar alterações no cabelo2 e nas unhas5 secundárias a agentes quimioterápicos e endócrinos. A queda de cabelo2 foi identificada como um dos efeitos colaterais3 mais angustiantes da quimioterapia9 para muitos pacientes. Entre sobreviventes de câncer1 de mama14, a queda/afinamento capilar4 foi relatado como o sintoma25 mais grave experimentado durante o primeiro ano após o diagnóstico26. Além disso, em outra pesquisa com pacientes com câncer1 de mama14, 53% apontaram a queda de cabelo2 como a parte mais angustiante da quimioterapia9.

À medida que os pacientes lidam com essas mudanças, o marketing de suplementos de biotina promete potencial para a retomada do crescimento de cabelo2 e unhas5. A biotina também é um ingrediente em produtos orais populares, como Nutrafol e Viviscal. Em um estudo realizado com pacientes em grupos de apoio ao câncer1 no Facebook, os pacientes foram mais propensos e ter experimentado um suplemento oral para crescimento capilar4, superando todas as opções de tratamento tópico27.

Comparados aos produtos tópicos, os suplementos de biotina são mais fáceis de administrar e podem ser mais econômicos. Além disso, apenas 6% dos pacientes relataram ter conversado com seu oncologista ou dermatologista sobre preocupações com o crescimento de cabelo2 e unhas5.

Leia sobre "Câncer1: das primeiras cirurgias aos avanços atuais nos tratamentos" e "Câncer1 - informações importantes".

É importante ressaltar que a biotina demonstrou interferir em vários exames laboratoriais, incluindo aqueles usados para monitorar a progressão do câncer1 e os resultados do tratamento. Isso ocorre porque a biotina afeta a ligação estreptavidina-biotina usada em muitos imunoensaios. Quando presente em excesso, a biotina compete com anticorpos28 ou antígenos29 biotinilados pela ligação à estreptavidina em superfícies magnéticas revestidas, resultando em menor captura dos anticorpos28 ou antígenos29 biotinilados. Isso, em última análise, leva a resultados falsamente elevados em imunoensaios competitivos e resultados falsamente baixos em imunoensaios não competitivos (do tipo sanduíche). Esses resultados laboratoriais imprecisos podem atrasar ou alterar os planos de tratamento dos pacientes.

Estudos demonstraram que a biotina tem o potencial de afetar testes laboratoriais usados para cânceres de tireoide12, mama14, endométrio30, ovário13, células germinativas31, paraneoplásicos e próstata11. Pesquisadores descobriram que uma única dose de ingestão de biotina (por exemplo, 10-300 mg uma vez ao dia) em voluntários saudáveis pode interferir em determinados testes laboratoriais, incluindo tiroxina livre (T4), triiodotironina livre (T3), tireoglobulina, sulfato de deidroepiandrosterona, estradiol, testosterona, ferritina, progesterona, antígeno15 prostático específico (PSA), hormônio16 da paratireoide, hormônio16 luteinizante e hormônio16 folículo32-estimulante.

Ao se ligar a sistemas de detecção revestidos com estreptavidina, a biotina pode levar a resultados falsamente baixos em ensaios sanduíche (por exemplo, TSH e PSA) e resultados falsamente altos em ensaios competitivos (por exemplo, estradiol e testosterona). Esses resultados imprecisos são clinicamente significativos por muitos motivos: níveis falsamente baixos de TSH podem levar ao diagnóstico26 incorreto de hipertireoidismo33 ou à interpretação errônea durante a imunoterapia; níveis falsamente elevados de estradiol podem atrasar o início da terapia endócrina em pacientes pós-menopáusicas com câncer1 de mama14; e níveis artificialmente baixos de PSA podem mascarar a recorrência17 em sobreviventes de câncer1 de próstata11.

Alternativamente, os oncologistas podem considerar o minoxidil tópico27 como uma opção de tratamento segura e eficaz para pacientes18 com câncer1 que apresentam queda de cabelo2. Sem contraindicações conhecidas em pacientes oncológicos e com efeitos colaterais3 mínimos, o minoxidil é geralmente bem tolerado e acessível, com formulações de venda livre custando em média US$ 21,87 por 60 mL para mulheres e US$ 20,62 por 60 mL para homens. Em um ensaio clínico randomizado34 controlado, 87,5% dos pacientes que usaram minoxidil tópico27 a 5% apresentaram melhora significativa no crescimento capilar4 após a quimioterapia9, em comparação com 55% no grupo placebo35.

Ao aconselhar pacientes com câncer1 interessados no crescimento de cabelo2 e unhas5, os oncologistas devem estar cientes da interferência da biotina em testes laboratoriais baseados em imunoensaios. Pacientes que fazem suplementação24 com altas doses de biotina (>100 mg/dia, uma vez ao dia) devem passar por um período mínimo de 2 a 3 dias de suspensão da suplementação24 antes da coleta de sangue19 para minimizar erros nos resultados laboratoriais. Além disso, os oncologistas devem considerar a falta de evidências científicas que comprovem a eficácia da suplementação24 de biotina na promoção do crescimento de cabelo2 e unhas5.

Por fim, a Academia Americana de Dermatologia publicou um alerta concordando que a suplementação24 de biotina não deve ser usada como tratamento primário para a retomada do crescimento de cabelo2 ou unhas5.

É importante ressaltar que não há evidências, provenientes de estudos revisados por pares, que sugiram que a biotina aumente o risco de recorrência17 ou progressão do câncer1. A principal preocupação em relação ao seu uso nessa população é a falta de eficácia comprovada, a interferência em certos testes laboratoriais e a disponibilidade de alternativas com melhor respaldo científico, como o minoxidil tópico27.

O apelo deste artigo é para que os oncologistas perguntem aos pacientes sobre como estão tratando quaisquer efeitos colaterais3 dermatológicos e alertem os pacientes que estejam considerando iniciar o uso de suplementos orais.

Veja também sobre "Quimioterapia9", "Imunoterapia" e "Exames laboratoriais básicos de sangue19".

 

Fontes:
JCO Oncology Practice, publicação em 15 de setembro de 2025.
The ASCO Post, notícia publicada em 21 de janeiro de 2026.

 

NEWS.MED.BR, 2026. Suplemento popular pode interferir no tratamento do câncer. Disponível em: <https://news.cxpass.net/p/saude/1499450/suplemento-popular-pode-interferir-no-tratamento-do-cancer.htm>. Acesso em: 21 ago. 2026.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
3 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
4 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
5 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
6 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
7 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
8 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
9 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
10 Terapia-alvo: Terapia-Alvo Molecular em Câncer ou “Molecular Targeted Therapy of Cancerâ€, em inglês, Ê baseada em substâncias que combatem principalmente as cÊlulas doentes (tumorais), preservando durante um tempo as cÊlulas sadias. Elas inibem um dos receptores responsáveis pela multiplicação da cÊlula tumoral. A indicação, como todos os remÊdios de terapia-alvo, Ê para pacientes com a doença em fase avançada. Ou seja, quando a doença não responde mais à quimioterapia.
11 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
12 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
13 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
14 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
15 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
16 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
17 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
18 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
19 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
20 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
21 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
22 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
23 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
24 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
25 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
26 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
27 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
28 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
29 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
30 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
31 Células Germinativas: São as células responsáveis pela reprodução sexuada e contêm metade do número total de cromossomos de uma espécie. Os espermatozoides (homem) e os ovócitos (mulher) são células germinativas.
32 Folículo: 1. Bolsa, cavidade em forma de saco. 2. Fruto simples, seco e unicarpelar, cuja deiscência se dá pela sutura que pode conter uma ou mais sementes (Ex.: fruto da magnólia).
33 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
34 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
35 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
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