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Nova diretriz brasileira sobre tratamento farmacológico da obesidade: o que mudou e o que você precisa saber

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A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade1 e Síndrome Metabólica2 (ABESO) publicou a Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade1 – 2026, documento que atualiza as recomendações para o uso de medicamentos no manejo da obesidade1 no Brasil.

A nova diretriz chega em um momento de rápida transformação no tratamento da doença. Nos últimos anos, a obesidade1 deixou de ser vista apenas como um problema de peso corporal e passou a ser compreendida, de forma mais clara, como uma doença crônica, multifatorial e recidivante3, associada a complicações metabólicas, cardiovasculares, hepáticas4, renais, osteoarticulares, respiratórias, reprodutivas e oncológicas.

O documento reúne 32 recomendações, classificadas por força de recomendação e nível de evidência, e foi elaborado por um grupo de especialistas da ABESO com metodologia estruturada. A proposta é orientar a prática clínica diante de um cenário em que os medicamentos para obesidade1 se tornaram mais eficazes, mas também exigem decisões mais individualizadas.

A mensagem central da diretriz pode ser resumida em quatro pontos:

  • Tratar a obesidade1 como doença crônica
  • Associar medicamentos a mudanças de estilo de vida
  • Individualizar a escolha do fármaco5 conforme risco e comorbidades6
  • Evitar terapias sem evidência ou potencialmente perigosas

Confira a seguir os destaques da nova diretriz.

1. Medicamento não substitui mudança de estilo de vida

A diretriz é clara: o tratamento farmacológico da obesidade1 não deve ser usado isoladamente. Ele deve ser associado a intervenções de mudança de estilo de vida, incluindo aconselhamento nutricional, redução do sedentarismo7 e estímulo à atividade física regular.

Isso não significa, porém, que a diretriz retome a visão8 antiga de que o paciente precisa “falhar” por meses em dieta e exercício antes de ter acesso a medicamentos. O ponto é outro: a mudança de estilo de vida continua sendo base obrigatória do tratamento, mas pode e deve ser combinada à farmacoterapia quando houver indicação clínica.

Essa abordagem reconhece que a obesidade1 é uma doença crônica e recidivante3, com mecanismos biológicos que dificultam a perda e a manutenção do peso perdido. Portanto, o tratamento medicamentoso não é apresentado como atalho estético, mas como parte de uma estratégia médica para reduzir gordura9 corporal, melhorar sintomas10, tratar complicações e diminuir risco cardiometabólico.

2. Quem pode ter indicação de tratamento farmacológico?

A diretriz recomenda o tratamento farmacológico, em conjunto com intervenções no estilo de vida, para indivíduos com:

  • IMC11 ≥ 30 kg/m²; ou
  • IMC11 ≥ 27 kg/m² associado a complicações relacionadas à adiposidade.

Um ponto importante é que o documento também abre espaço para considerar o tratamento em situações específicas independentemente do IMC11, quando há aumento da circunferência da cintura e/ou da relação cintura-altura associado a complicações relacionadas ao excesso de adiposidade.

Essa é uma mudança conceitual relevante. O IMC11 continua sendo útil, mas deixa de ser o único elemento para avaliar risco e necessidade de tratamento. A distribuição de gordura9, especialmente a adiposidade abdominal, ganha importância porque se relaciona fortemente ao risco cardiometabólico.

Leia sobre "Obesidade1", "Síndrome metabólica2", "Índice de massa corporal12" e "Tratamento da obesidade1: agonistas GLP-1 e novas tecnologias".

3. A meta não é apenas perder peso

A nova diretriz reforça que o tratamento farmacológico da obesidade1 deve ter objetivos clínicos amplos. A perda de peso é importante, mas não é o único desfecho.

Entre os objetivos citados estão:

  • melhora ou remissão de sintomas10 e doenças associadas;
  • redução do risco cardiometabólico;
  • melhora da qualidade de vida;
  • melhora da funcionalidade;
  • redução da gordura9 corporal.

Para a maioria dos indivíduos com obesidade1, a diretriz considera razoável buscar uma perda de peso de 10% ou mais, sempre ponderando benefícios e riscos. Esse alvo, no entanto, deve ser individualizado. Em algumas pessoas, perdas menores já podem trazer melhora metabólica relevante; em outras, especialmente com obesidade1 mais grave ou complicações importantes, perdas maiores podem ser necessárias.

O documento também propõe considerar o peso máximo atingido na vida e os conceitos de “obesidade controlada” e “obesidade reduzida” para avaliar a resposta ao tratamento. Isso aproxima o acompanhamento da realidade clínica: uma pessoa que perdeu peso de forma substancial e manteve melhora de risco não deve ser avaliada apenas pelo IMC11 atual, mas também pela trajetória da doença.

4. Fármacos de maior potência ganham prioridade quando viáveis

A diretriz recomenda que, sempre que possível, sejam considerados fármacos de alta potência para perda de peso, por seu maior impacto em desfechos clínicos e qualidade de vida.

Na prática, isso reflete a incorporação de medicamentos mais recentes, como semaglutida e tirzepatida, que demonstraram perdas de peso superiores às obtidas com medicamentos mais antigos em ensaios clínicos13. A escolha, contudo, não deve ser automática: custo, acesso, contraindicações, tolerabilidade, comodidade posológica, segurança, comorbidades6 e padrões de comportamento alimentar devem ser considerados.

Quando medicamentos de alta potência não forem viáveis, a diretriz recomenda individualizar a decisão terapêutica14, considerando as características clínicas do paciente.

Em caso de resposta clínica insuficiente, pode-se considerar a combinação de medicamentos, mas a própria diretriz reconhece que esse ponto ainda tem menor nível de evidência e deve ser conduzido com cautela.

5. Tratamento pode precisar ser mantido em longo prazo

Outro destaque é a recomendação de tratamento farmacológico para manutenção do peso perdido em longo prazo, com reavaliações periódicas de eficácia e segurança.

Esse ponto é fundamental porque a recuperação de peso após a suspensão do tratamento é comum em doenças crônicas como a obesidade1. Assim como ocorre com hipertensão15, diabetes16 ou dislipidemia, a retirada do medicamento pode levar à perda do controle clínico em muitos pacientes.

A diretriz não defende o uso indefinido e irrefletido de medicamentos, mas reforça que a obesidade1 exige seguimento contínuo. O tratamento deve ser reavaliado periodicamente, considerando resposta, efeitos adversos, segurança, preferência do paciente e evolução das comorbidades6.

6. Doença cardiovascular: semaglutida ganha papel específico

A diretriz recomenda o uso de semaglutida em indivíduos com IMC11 ≥ 27 kg/m², sem diabetes16 e com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, com o objetivo de reduzir o risco de eventos cardiovasculares.

Essa recomendação reflete uma mudança importante no campo da obesidade1: alguns medicamentos deixam de ser avaliados apenas pela perda de peso e passam a ser considerados também por seus efeitos em desfechos clínicos maiores, como eventos cardiovasculares.

Em indivíduos com obesidade1 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, quando a semaglutida não for viável, a diretriz admite considerar outros medicamentos, com preferência para liraglutida e tirzepatida.

Por outro lado, o documento é explícito ao não recomendar sibutramina em indivíduos com obesidade1 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida e/ou diabetes mellitus17 tipo 2 associado a pelo menos um fator de risco18 cardiovascular.

7. Insuficiência cardíaca19, pré-diabetes20, fígado21 gorduroso, osteoartrite22 e apneia23 do sono entram no centro da decisão

A nova diretriz organiza recomendações para vários cenários clínicos comuns em pessoas com obesidade1.

Em indivíduos com obesidade1 e insuficiência cardíaca19 com fração de ejeção preservada, com ou sem diabetes tipo 224, recomenda-se tratamento com semaglutida ou tirzepatida para redução de peso, alívio de sintomas10 relacionados à insuficiência cardíaca19 e melhora da qualidade de vida.

Em pessoas com obesidade1 e pré-diabetes20, recomenda-se tratamento farmacológico associado a mudanças de estilo de vida para prevenir ou retardar a progressão para diabetes tipo 224 e reduzir o risco cardiometabólico.

Na doença hepática25 esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), recomenda-se tratamento farmacológico com objetivo de perda de peso. Em indivíduos com esteato-hepatite26 associada à disfunção metabólica (MASH) e fibrose27 hepática25, a diretriz recomenda semaglutida para redução e/ou resolução da esteatose28, da MASH e da fibrose27.

Na osteoartrite22 de joelho, semaglutida deve ser considerada em indivíduos com IMC11 ≥ 30 kg/m² para melhora dos sintomas10 articulares e da qualidade de vida.

Na apneia obstrutiva do sono29 moderada a grave, a perda de peso é recomendada para melhora dos episódios de apneia23/hipopneia. Em indivíduos com IMC11 ≥ 30 kg/m², a diretriz considera a tirzepatida uma opção para redução da gravidade ou remissão da apneia23 do sono, e a liraglutida pode ser considerada para redução da gravidade da doença.

Saiba mais sobre “Diabetes mellitus17”, “MASH - esteato-hepatite26 metabólica”, “Apneia23 do sono” e “Repercussões cardíacas da obesidade1”.

8. Sarcopenia passa a ser uma preocupação formal

Com medicamentos mais potentes, capazes de induzir perdas de peso mais expressivas, a diretriz chama atenção para um novo desafio: promover redução de gordura9 corporal sem comprometer massa muscular, força e funcionalidade.

O documento recomenda que todos os indivíduos com obesidade1 e mais de 60 anos, ou em risco de sarcopenia, sejam avaliados quanto à presença da condição antes e durante o tratamento farmacológico.

Em pessoas com obesidade1 acima de 60 anos ou com obesidade1 sarcopênica em qualquer idade, deve-se considerar o tratamento farmacológico em conjunto com treinamento de força e aporte proteico adequado, a fim de promover perda de peso com manutenção ou melhora da capacidade funcional.

Essa recomendação é especialmente importante porque a meta do tratamento não deve ser simplesmente reduzir o número na balança. Em idosos e pessoas frágeis, uma perda de peso mal conduzida pode piorar força muscular, mobilidade e risco de quedas.

9. Off-label pode ser considerado, mas não sem evidência

A diretriz também aborda o uso de medicamentos cuja indicação na bula não é especificamente para obesidade1. A orientação é equilibrada: o uso off-label pode ser considerado quando não for possível utilizar tratamentos aprovados para obesidade1, desde que a eficácia e a segurança tenham sido demonstradas em ensaios clínicos13 randomizados ou metanálises de boa qualidade.

Ao mesmo tempo, o documento não recomenda medicamentos sem evidência robusta de eficácia e segurança para essa finalidade.

A mensagem prática é que o uso off-label não deve significar “sem critério”. Esse uso, quando considerado, deve ter base científica, justificativa clínica e acompanhamento médico adequado.

10. Fórmulas manipuladas e “combinações mágicas” não são recomendadas

Um dos trechos mais diretos da diretriz é a recomendação contrária ao uso de fórmulas magistrais e/ou produtos manipulados para o tratamento da obesidade1.

O documento cita, entre os exemplos não recomendados, formulações contendo diuréticos30, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais e gonadotrofina coriônica humana31 (hCG), entre outros.

Esse posicionamento tem relevância particular no Brasil, onde ainda são comuns prescrições de combinações manipuladas com promessa de emagrecimento rápido. A diretriz reforça que o tratamento da obesidade1 deve ser baseado em medicamentos com eficácia, segurança e qualidade avaliadas, não em fórmulas sem comprovação adequada e com potencial risco ao paciente.

Conclusão

A nova diretriz da ABESO marca uma mudança importante na forma de tratar a obesidade1 no Brasil. O documento consolida a visão8 da obesidade1 como doença crônica, com necessidade de cuidado contínuo, metas clínicas individualizadas e tratamento baseado em evidências.

O foco deixa de ser apenas a perda de peso e passa a incluir redução de risco cardiometabólico, melhora da funcionalidade, controle de complicações e preservação da qualidade de vida.

Ao mesmo tempo, a diretriz tenta equilibrar entusiasmo e cautela: reconhece o avanço representado por medicamentos mais eficazes, mas reforça que eles devem ser usados com mudança de estilo de vida, acompanhamento clínico, avaliação de riscos e rejeição a práticas sem evidência, como fórmulas manipuladas e substâncias de segurança duvidosa.

Confira aqui a diretriz completa.

 

Fonte: ABESO, Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade1 – publicação em março de 2026.

 

NEWS.MED.BR, 2026. Nova diretriz brasileira sobre tratamento farmacológico da obesidade: o que mudou e o que você precisa saber. Disponível em: <https://news.cxpass.net/p/saude/1504525/nova-diretriz-brasileira-sobre-tratamento-farmacologico-da-obesidade-o-que-mudou-e-o-que-voce-precisa-saber.htm>. Acesso em: 21 ago. 2026.

Complementos

1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
3 Recidivante: Característica da doença que recidiva, que acontece de forma recorrente ou repetitiva.
4 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
6 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
7 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
9 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
12 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
13 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
14 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
15 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
16 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
17 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
18 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
19 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
20 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
21 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
22 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
23 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
24 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
25 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
26 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
27 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
28 Esteatose: Degenerescência gordurosa de um tecido.
29 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
30 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
31 Gonadotrofina coriônica humana: Gonadotrofina coriônica humana ou HCG é uma glicoproteína hormonal produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos. No início da gravidez as concentrações de HCG no soro e na urina da mulher aumentam rapidamente, sendo um bom marcador para testes de gravidez. Sete a dez dias após a concepção, a concentração de HCG alcança 25 mUI/mL e aumenta ao pico de 37.000-50.000 mUI/mL entre oito e onze semanas. É o único hormônio exclusivo da gravidez, fazendo com que o teste de gravidez pela análise de HCG tenha acerto de quase 100%. É o único exame que comprova exatamente a gravidez.
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