Metanálise aponta redução de quase 60% do colesterol LDL com inibidores orais da PCSK9
A inibição da PCSK9 em comprimido pode ser uma nova era para o controle lipídico? As terapias atuais para inibição da PCSK9 são injetáveis, o que pode limitar a adesão e o acesso.
Mas novos inibidores da proproteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9) de administração oral estão sendo desenvolvidos como alternativas às terapias injetáveis contra a PCSK9 para pacientes1 que necessitam de redução lipídica intensiva.
Em julho de 2026, a FDA dos Estados Unidos aprovou o primeiro inibidor oral da PCSK9, o enlicitida (Lipfendra).
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Uma metanálise de cinco ensaios clínicos3 randomizados e controlados, publicada no European Journal of Preventive Cardiology, avaliou a eficácia na redução lipídica e a segurança a curto prazo de 3 inibidores orais da PCSK9 em 3.295 pacientes com hipercolesterolemia4 que já faziam uso de terapia hipolipemiante de base.
Em um período de 8 a 24 semanas, a inibição oral da PCSK9 reduziu o colesterol2 LDL5 em 59% em comparação com o placebo6, observando-se reduções substanciais nos níveis de apoB, colesterol2 não-HDL7 e Lp(a), sem a ocorrência de eventos adversos graves.
Esses achados sugerem que uma opção oral conveniente poderia ampliar o uso de terapias hipolipemiantes intensivas, embora ainda sejam necessários estudos de desfechos de longa duração antes de qualquer mudança na prática clínica.
No artigo publicado, os pesquisadores avaliaram a eficácia e segurança de inibidores orais da PCSK9.
Eles contextualizam que os atuais inibidores da proproteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9) – os anticorpos8 monoclonais evolocumabe e alirocumabe e o siRNA inclisirana – requerem administração parenteral, o que pode limitar a adesão a longo prazo. Inibidores da PCSK9 de administração oral poderiam melhorar a conveniência e a acessibilidade ao tratamento.
Esta metanálise, portanto, avaliou a redução do colesterol2 LDL5 (LDL5-C) e outras alterações lipídicas relatadas em ensaios clínicos3 randomizados (ECRs) de inibidores orais da PCSK9.
ECRs que comparavam inibidores orais da PCSK9 com placebo6 e relatavam alterações nos níveis de LDL5-C foram identificados nas bases de dados PubMed, EMBASE, Web of Science, CENTRAL e ClinicalTrials.gov, abrangendo o período até novembro de 2025.
As variações percentuais médias combinadas dos parâmetros lipídicos foram calculadas utilizando modelos de efeitos aleatórios e fixos. Eventos adversos graves (EAGs) foram analisados por meio de riscos relativos (RRs) com intervalos de confiança (ICs) de 95%.
Cinco ECRs envolvendo três moléculas diferentes (enlicitida, NNC0385-0434 e laroprovstat), totalizando 3.295 participantes com hipercolesterolemia4 que já recebiam doses estáveis de terapia hipolipemiante de base antes do início do estudo, preencheram os critérios de inclusão. A duração do tratamento variou de 8 a 24 semanas.
A análise combinada demonstrou uma redução significativa do LDL5-C de -59,31% (IC 95%: -62,33 a -56,28) em comparação com o placebo6. Outros parâmetros lipídicos também apresentaram melhora: apolipoproteína B (-49,53%; IC 95%: -54,19 a -44,79), colesterol2 não-HDL7 (-55,41%; IC 95%: -57,35 a -53,48) e lipoproteína(a) (-22,74%; IC 95%: -26,67 a -18,81). O RR combinado para EAGs foi de 0,84 (IC 95%: 0,68-1,03; P = 0,41), indicando ausência de aumento de risco em relação ao placebo6.
O estudo concluiu que os inibidores da PCSK9 de administração oral demonstram potente eficácia na redução do LDL5-C, comparável à dos inibidores da PCSK9 parenterais, com efeitos favoráveis sobre outros lipídios aterogênicos e um perfil de segurança tranquilizador a curto prazo.
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Fonte: European Journal of Preventive Cardiology, publicação em 22 de maio de 2026.










